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| Domingo, 05 de setembro de 2010 | ||||||||||||
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Um novo modelo de gestão ambiental
Em: 08/02/2010 às 10:38h por Ministério do Meio Ambiente O Governo avançou na implementação de um novo modelo de gestão ambiental em 2009. A avaliação, feita pela Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente, é possível quando se levam em conta as ações que resultaram na queda recorde do desmatamento da Amazônia, do protagonismo brasileiro nas negociações sobre mudanças climáticas de Copenhagen, na aprovação da Política Nacional de Mudanças Climáticas, com metas de redução até 2020, e no lançamento do PPCerrado, Plano de Combate às Queimadas e Desmatamento do Cerrado. O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PCCDAm), o Sistema Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conama, vinculados à Secex, destacaram-se pelo impulso dado à gestão da política ambiental brasileira. O PCCDAm passou por um processo de reformulação e entra em sua nova fase 2009-2011, com previsão e investimentos de R$ 1,3 bilhão. A revitalização e criação de 26 comissões tripartites e o Programa de Capacitação de Gestores Ambientais marcaram o ano no Sisnama. Já o Conama aprovou importantes resoluções abrangendo desde a gestão de áreas
PPCDAm Em 2004, quando a taxa anual do desmatamento na Amazônia Legal atingia o pico de 27 mil Km2, o maior dos últimos 10 anos, foi criado o Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Cinco anos depois, com o período 2008/2009 registrando 7 mil Km2, o que corresponde a 1/3 da área média desmatada no decênio. Essa queda é atribuída, em grande parte, aos esforços do Governo e da sociedade na execução das atividades prevista pelo plano. Este ano começa a segunda fase, prevista para ir até 2011 rumo ao desmatamento ilegal zero. O combate ao desmatamento e degradação no bioma custou aos cofres da União R$940 milhões, investidos na ampliação da área protegida do País em 25 milhões de hectares, homologação de 10 milhões de hectares em terras indígenas e R$ 320 milhões aplicados diretamente no controle e monitoramento do desmatamento na floresta. Ao frear o desmatamento e a degradação na Amazônia, principal vetor das emissões de gases efeito estufa do país, o Brasil deixou de emitir 2,5 bilhões de toneladas de CO2. Associando medidas de ordenamento jurídico e territorial, monitoramento e controle ambiental ao fomento às atividades sustentáveis, o PPCDAm tem como meta reduzir a zero o desmatamento ilegal. A criação de alternativas sustentáveis, incentivo à oferta de madeira legal, agroextrativismo e novas tecnologias que não impliquem a derrubada de árvores complementam o leque de ações do plano em busca da mudança do modelo de exploração predatória da Amazônia Legal. O apoio técnico aos estados do Amapá, Rondônia e Tocantins colocou em andamento os planos estaduais de prevenção e controle do desmatamento e de queimadas e possibilitou a conclusão deles pelo Acre, Pará e Mato Grosso. Os planos são elaborados em sintonia com o PPCDAm. Em 2009 o plano passou por um processo de revisão e adotou um conjunto de importantes medidas que resultaram na elaboração do PPCerrado, o Plano de Controle do Desmatamento e de Queimadas no Cerrado. Foi elaborado um mapeamento da cobertura vegetal no período de 2002 a 2008 que constatou uma perda de 48% na cobertura vegetal do bioma. As queimadas, a expansão agropecuária e o fornecimento de carvão para a indústria da siderurgia são apontados como os fatores que mais contribuíram para o desmatamento de 85 mil Km2 de cerrado. Somente no período analisado o nível de desmatamento subiu de 41,9% para 47,8%. Para frear o avanço do desmatamento o Cerrado entrou no Programa de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros que prevê o início do monitoramento a partir de 2010, nos mesmos moldes da vigilância sobre a Amazônia Legal. O PPG7 (Programa de Proteção das Florestas Tropicais do Brasil) investiu recursos da ordem de U$ 4,6 milhões em ações na Amazônia Legal. No ano passado foram elaborados novos projetos que terão U$6 milhões em financiamento, recursos remanescentes do programa. A previsão é que o dinheiro seja aplicado na recuperação de áreas degradadas, na elaboração dos planos estaduais, na conclusão do macro zoneamento da Amazônia, no apoio à regularização fundiária, no manejo comunitário das florestas e no cadastramento ambiental rural. O mutirão Arco Verde-Terra Legal, que contabilizou o atendimento a mais de 250 mil moradores da região conhecida como Arco do Desmatamento. responsável por mais de 50% do desmatamento da Amazônia Legal, levando cidadania ambiental, soluções sustentáveis e legalização de terras, também contou com o apoio do plano. Foram destinados à operacionalização da ação recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente e apoio técnico do Censipam, Centro Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. As ações do PPCDAm se estenderam ainda ao apoio do Plano Xingu, à criação de Grupo de Trabalho para a consolidação de Florestas Nacionais e à modernização do cadastro de áreas embargadas.
Sisnama Cerca de 90% da redução do desmatamento na Amazônia são conseqüência direta de medidas de repressão e controle, o restante segue a lógica do mercado madeireiro e programas integrados de sustentabilidade. Inverter essa realidade e buscar harmonia entre a preservação ambiental e geração de emprego e renda, sem desmatamento, é um dos maiores desafios do Ministério do Meio Ambiente, que prevê para 2010 investimentos da ordem de R$1,7 milhão em programas de capacitação. Serão beneficiados os 43 municípios que compõem o arco do desmatamento, região responsável por mais de 50% de toda a área desmatada. O ano de 2009 exigiu do Sistema Nacional de Meio Ambiente, o Sisnama, administrado pela Secretaria Executiva do MMA, esforços para consolidação do Programa Nacional de Capacitação dos Gestores e Conselheiros e o fortalecimento das Comissões Tripartites, que reúnem municípios, estados e governo federal. A ideia é preparar gestores e técnicos dos municípios para a implementação de modelos sustentáveis, que permitam o desenvolvimento das economias locais e regionais sem o avanço do desmatamento. Os primeiros resultados no Sisnama são animadores e apresentam um impacto positivo nos municípios que participam do PNC. Desde sua criação, o programa capacitou cerca de oito mil pessoas em 1.870 municípios, do Acre ao Rio Grande do Sul. Isso incentivou a criação de fundos, órgãos e conselhos municipais de gestão e alguns estados tomaram para si a tarefa de capacitar gestores municipais com recursos próprios com base nos Cadernos de Formação do PNC. Cerca de 300 municípios já estão licenciando, 88 estão se estruturando para isso e 99 solicitaram credenciamento. Sete estados já desenvolveram suas regras específicas para avaliação de impacto local, necessário ao licenciamento. Aliado ao fortalecimento do licenciamento ambiental nas esferas federal e estadual, o PNMA lançou as bases para a execução de sua segunda fase. Prevista para ir de 2009 a 2014, será financiada com um montante de recursos de U$34,7 milhões, dos quais US$24,3 milhões provenientes de empréstimo junto ao Banco Mundial e US$10,4 a contrapartida do governo federal. A expectativa é a intensificação das ações já neste ano, com foco na gestão e capacitação para o licenciamento, integração entre estados, municípios e governo federal e sistema de informações. Conama Em oito reuniões ordinárias e quatro extraordinárias, realizadas nos últimos 18 meses, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou o equivalente a uma nova resolução por mês. Além dos assuntos internos, o Conama normatizou temas polêmicos como a logística reversa, que obriga fabricantes de pneus, pilhas e baterias a recolher e dar destinação ecologicamente adequada aos seus produtos após a utilização pelo consumidor.
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