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| Domingo, 05 de setembro de 2010 | ||||||||||||
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Ambientalistas e ruralistas na Câmara tentam conciliar produção e preservação no Código Florestal
Em: 08/02/2010 às 08:15h por Correio Braziliense Pela primeira vez em 45 anos, o Código Florestal Brasileiro tem uma chance concreta de ser reformulado. Depois de um longo trabalho para superar o radicalismo de ambientalistas e ruralistas, os deputados federais estão tentando formular uma proposta intermediária que ponha fim de vez ao embate. O motivo é simples. A legislação atual caducou e não tem servido ao chamado desenvolvimento sustentável, ou seja, como conciliar preservação do meio ambiente com crescimento econômico e geração de renda e emprego. Uma das principais mudanças, neste sentido, deve ser a regionalização das normas ambientais, fazendo valer as especificidades locais. Tema em evidência, o desenvolvimento sustentável consiste em conciliar os meios produtivos com a preservação dos recursos naturais. Pelo menos esse é o discurso atual de ambientalistas e ruralistas no trabalho de formatar uma proposta que avance em pelo menos seis pontos e, de certo modo, flexibilize o texto rígido, conforme ficou constatado em duas audiências públicas realizadas na semana passada em Belo Horizonte e Uberaba, no Triângulo Mineiro, pela comissão especial da Câmara dos Deputados que já passou por outros 10 estados e o Distrito Federal.
As chamadas áreas de preservação permanente (APPs) são outro foco. Nelas deve ser mantida a vegetação original. O atual Código Florestal obriga a preservação de no mínimo 30 metros ao longo de cursos d'água, de 50 metros de raio ao longo de nascentes e da terça parte superior do topo de morro. A ideia dos parlamentares é tratar apenas da conceituação e estabelecer mínimos e máximos, de modo que fique para os estados a definição final do que deve ser preservado. Para o relator do projeto na comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o conflito entre ambientalistas e ruralistas é artificial. "Essa ideia serve a interesses de corporação e não do país, que espera da legislação a preocupação com o meio ambiente e com a produção", disse. Segundo Rebelo, desta vez as chances de o código ser votado são maiores pelo fato de haver disposição de incluir todos os envolvidos na discussão. "Ficamos 11 anos para votar uma lei de biossegurança e conseguimos", disse. Equilíbrio O colega de bancada Carlos Melles (DEM) também não quer ser chamado de ambientalista e está afinado com as preocupações de Piau. Ele considera fundamental a descentralização das normas levando em conta o aspecto federativo do país. "A União tem que ter uma definição macro do que tem de ser reserva permanente, com limite mínimo e máximo. O resto fica para estados", disse. Os principais pontos da nova legislação Área de Preservação Permanente (APP) Reserva legal Zoneamento ecológico-econômico Pagamento do serviço ambiental
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